Dos Vulcões que o El Cruce de Los Andes, colocou em meu caminho, pude superar todos, com ele paisagens lindas e ao mesmo tempo malucas por estar tão perto de vulcões que um dia puderam lançar larvas, isso somente em filmes ou em uma corrida em montanha…

A aridade do deserto, no Mountain Do Deserto do Atacama também pude desbravar. Local que só conhecia por filmes épicos ou desenhos do Pica-Pau, mas sim, estive lá para fritar no sol e congelar na largada que nem parecia que abriria espaço para sol que se dividiu para cada um…

Bem mais macia e sem o sobe e desce das montanhas, pude correr o tempo todo por uma planície de borracha, por cerca de 50.000 metros (125 voltas), não mais fácil por isso a Ultra Maratona na pista me custou muitos neurônios para superar as intermináveis voltas finais que me renderam a minha primeira vitória em ultra na carreira…

Nas nuvens de Vail no Colorado, na Uber Rock 50k foi possível sim estar bem próximo de algo mais alto que já toquei, melhor além das nuvens, o frio que fez trouxe o fenômeno que só os filmes de Natal mostravam, correr, andar, trotar e olhar o branco das neves no contraste no anil do céu, nos mais de 50 km tem um preço, (sonhar)…

Não tão muito longe, porém bem seleto, o desafio Red Bull Amazônia Kirimbawa 50 km, o palco era a floresta amazônica e a umidade louca é claro, dormir em uma aldeia, largar às 3h da manhã, tropeçar, cair, rolar e no fim de tudo saber que sorrir com os velhos e novos amigos, isso sim não tem preço…

Cultivar isso em todas as passagens e encontro com os admiradores e amigos nas corridas em montanhas.
Este é o meu caminho, meu destino minha montanha.
Até 2014.
Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS